Seja bem-vindo
Campo Grande,15/04/2026

  • A +
  • A -

PF entrega novo relatório e, pela segunda vez, conclui não haver interferência de Bolsonaro


PF entrega novo relatório e, pela segunda vez, conclui não haver interferência de Bolsonaro Delegado afirma que STF não forneceu provas complementares; Gonet agora decidirá entre arquivamento ou novas diligências

A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um novo relatório no qual conclui, pela segunda vez, que não há provas de que o ex-presidente Jair Bolsonaro tenha interferido indevidamente na corporação durante seu mandato. A conclusão contraria as expectativas do ministro Alexandre de Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que haviam determinado a reabertura do caso em outubro de 2025.

O delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo, vinculado à Diretoria de Inteligência Policial (DIP), assinou o parecer que reitera o entendimento já firmado anteriormente pela gestão anterior da PF. No documento, o delegado afirma que a investigação, que apurou um "lapso temporal restrito" e um "período ainda incipiente de diversos fatos", não revelou informações capazes de justificar imputações penais.

"Merece ser mencionado que o IPL 2021.0031208 -CCINT/CGCINT/DIP/PF apurou objeto específico, que, sob a ótica das diligências tomadas em contemporaneidade com os fatos, não revelou informações capazes de justificar imputações penais", escreveu o delegado.

Em seu parecer, Pinheiro de Melo também mencionou que a PF solicitou ao ministro Alexandre de Moraes o compartilhamento de provas do chamado "inquérito das fake news" que pudessem indicar interferência indevida. O ministro, no entanto, respondeu que não havia elementos nesse sentido naquele procedimento.

O caso teve origem em 2020, quando o então ministro da Justiça, Sergio Moro, pediu demissão e acusou Bolsonaro de tentar interferir na PF para blindar aliados e familiares investigados. Na ocasião, a investigação foi aberta a pedido da própria Procuradoria-Geral da República (PGR), então comandada por Augusto Aras. Em 2022, a PF concluiu pela inexistência de crimes, e Aras pediu o arquivamento do caso.

A reabertura da investigação em outubro de 2025 atendeu a um pedido do atual procurador-geral, Paulo Gonet, que argumentou ser necessário verificar "com maior amplitude se efetivamente houve interferências ou tentativas de interferências" diante de novos elementos surgidos em outras apurações, como o caso da "Abin paralela".

O novo relatório da PF foi encaminhado ao STF no início de abril, sob sigilo, e agora está nas mãos do procurador-geral Paulo Gonet. A PGR poderá indicar novas diligências, requisitar o arquivamento definitivo do caso ou adotar outras medidas cabíveis.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.