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Campo Grande,27/05/2026

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Tereza Cristina vê com naturalidade especulações sobre pré-candidatura à Presidência, mas reitera prioridade no Senado

Senadora afirma que nomeação não depende dela e defende união da direita; setor produtivo se reúne para discutir cenário eleitoral após crise na pré-candidatura de Flávio Bolsonaro


Tereza Cristina vê com naturalidade especulações sobre pré-candidatura à Presidência, mas reitera prioridade no Senado Senadora afirma que prioridade é o projeto no Senado e que articulação não depende dela.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) considera natural que seu nome seja cogitado como potencial pré-candidata à Presidência da República, especialmente diante das incertezas que surgiram no projeto de Flávio Bolsonaro (PL) após a revelação de conversas e um encontro do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal em um esquema de fraudes ao sistema financeiro.

No entanto, Tereza afirmou que sua prioridade continua sendo o trabalho no Senado e que qualquer articulação sobre a Presidência não depende exclusivamente dela.

“Eu acho que tudo é especulação. Já disse o meu posicionamento: tenho um projeto e ele está no Senado Federal. Essas conversas [sobre disputar a Presidência] acontecem, é normal, mas não depende de mim, depende do partido”, declarou à reportagem do Jornal Midiamax durante agenda na Prefeitura de Campo Grande, na segunda-feira (25).

A senadora também destacou a necessidade de união da direita: “Já disse isso há alguns meses, que a direita precisa ter um nome que vença o seu opositor, que é o Lula e o PT. Não importa o nome. Pode ser o Flávio, o Zema, o Caiado. O meu não está na roda. Falam do meu nome e fico honrada com isso, mas ninguém é candidato de si mesmo. Isso me deixa até envaidecida, mas ainda tem muita água para correr embaixo da ponte.”

Encontro do setor produtivo

Nesta semana, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) se reúne em Brasília para discutir as eleições deste ano. A informação é do colunista Caio Junqueira, da CNN Brasil.

A reunião já estava prevista na pauta da confederação antes mesmo da crise na pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. No entanto, o encontro deve avaliar os impactos da relação entre o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro no projeto presidencial da direita.

Tereza Cristina, que foi ministra da Agricultura e Pecuária durante o governo Jair Bolsonaro, é um nome defendido pelo setor produtivo. Na semana passada, o portal Metrópoles chegou a noticiar uma possível composição de chapa envolvendo a senadora e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

Mobilização da bancada ruralista

No dia 19, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) mobilizou entidades e políticos da bancada ruralista para o chamado ‘Dia do Agro’, com o objetivo de garantir a tramitação de pautas de interesse do setor.

Atualmente, 13 temas estão na lista de prioridades dos produtores brasileiros. Entre eles:

  • projeto ligado ao seguro rural, amplamente defendido por Tereza Cristina;

  • medidas cautelares sobre embargos;

  • espécies de produção;

  • parcerias e arrendamento de imóvel rural;

  • contratos safristas;

  • renegociação de dívidas;

  • segurança jurídica no campo.










O vice-presidente da CNA e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Marcelo Bertoni, participou da agenda. “Estamos dialogando com a FPA para buscar mais equilíbrio e segurança jurídica nessas propostas”, afirmou durante a mobilização.




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