Simone Tebet chama modelo de escolas cívico-militares de “método fascista”
Pré-candidata ao Senado defendeu a existência de escolas militares tradicionais, mas rejeitou a implantação do sistema em unidades públicas de ensino
Durante evento em São Paulo, a pré-candidata ao Senado criticou a militarização do ensino público e defendeu um planejamento estratégico de longo prazo para a democracia e a economia brasileira. Durante uma roda de conversa do movimento “Direitos Já!”, realizada na última segunda-feira (25), em São Paulo, a pré-candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB), afirmou que as escolas cívico-militares representam um “método fascista”. Nascida no Mato Grosso do Sul, a política criticou duramente esse modelo de gestão compartilhada entre civis e militares.
“Esse é o método fascista de se fazer política. […] Não há nenhum problema de se ter escola militar específica. Sempre teve. Isso é uma democracia, a gente não quer impedir isso. Mas a gente não pode implantar esta educação militar nas escolas públicas brasileiras”, declarou Tebet.
O que é uma escola cívico-militar?
Nesse modelo de escola pública, a gestão é dividida entre educadores civis e militares — geralmente da reserva ou policiais militares. Enquanto os professores seguem responsáveis pelo ensino e pelo currículo escolar, os militares atuam na organização, disciplina e apoio administrativo. Professores e coordenadores pedagógicos permanecem civis, mas há regras mais rígidas sobre uniforme, comportamento e horários.
Características comuns:
Uniforme padronizado: camiseta ou camisa da escola, calça comprida ou saia, tênis ou sapato preto, agasalho, identificação com nome/série; em alguns casos, boina ou boné.
Regras de aparência: cabelo masculino curto; cabelo feminino preso quando longo; restrições a maquiagem exagerada; proibição de acessórios chamativos; normas sobre unhas, brincos e piercings.
Diferença entre escola militar e escola cívico-militar
Escola militar: administrada diretamente pelas Forças Armadas.
Escola cívico-militar: continua sendo uma escola pública comum, mas com gestão compartilhada entre civis e militares.
Exemplos no Mato Grosso do Sul
Em Campo Grande, há algumas unidades desse tipo, como:
Escola Estadual Prof. Alberto Elpídio Ferreira Dias (Prof. Tito) – escola estadual da capital
Colégio Militar de Campo Grande – modelo militar tradicional ligado ao Exército
Escola Cívico Militar Major Alberto Rodrigues da Costa (MARC) – unidade em MS
Além disso, existem unidades estaduais com modelo cívico-militar em Dourados, Corumbá, Três Lagoas, Ponta Porã, Naviraí e Aquidauana.



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