“Canetinhas” de rejuvenescimento proibidas até no Paraguai são apreendidas em Campo Grande na Operação Visa-Protege
A Direção Nacional de Vigilância Sanitária (Dinavisa) do Paraguai emitiu alerta recente sobre a comercialização irregular de diversos medicamentos, incluindo produtos sem registro sanitário. Em Campo Grande, no âmbito da Operação Visa-Protege, foram apreendidas 34 “canetinhas” conhecidas como GHK-CU Alluvi na Central dos Correios. Esses dispositivos, que prometem rejuvenescimento da pele por meio de peptídeos, têm venda proibida inclusive no Paraguai por falta de registro obrigatório para importação, distribuição e comercialização.
Os peptídeos desse tipo são anunciados comercialmente para diversos fins, como:
- Emagrecimento e redução de gordura corporal (ex.: Adipotide);
- Ganho de massa muscular e melhora de desempenho físico (ex.: CJC-1295, PEG-MGF);
- Rejuvenescimento da pele, melhora da cicatrização e antienvelhecimento (ex.: GHK-Cu, BPC-157);
- Recuperação de lesões musculares e articulares (ex.: TB-500, BPC-157);
- Tratamentos hormonais e fertilidade (ex.: HCG, Kisspeptin);
- Melhora cognitiva, redução de ansiedade e foco (ex.: Semax, Selank);
- Aumento de NAD+ para terapias metabólicas e antienvelhecimento.
Na mesma operação, também foram destacadas apreensões de medicamentos com princípio ativo retatrutide, sem autorização no Paraguai ou no Brasil.
Em 20 dias de ações da Operação Visa-Protege (balanço até 25 de fevereiro), a Vigilância Sanitária de Mato Grosso do Sul, em parceria com a Anvisa, Correios e Conselho Regional de Farmácia (CRF-MS), retirou de circulação 9.964 itens irregulares. Entre os principais:
- 6.085 canetas e ampolas emagrecedoras com substâncias como tirzepatida e retatrutide, sem registro ou autorização para venda no Brasil;
- 2.265 unidades do “Harp 100”, vendido como fitoterápico mas considerado irregular;
- Anabolizantes e outros medicamentos proibidos ou falsificados.
O valor estimado dos produtos apreendidos supera R$ 5 milhões, calculado com base nos preços praticados no mercado consumidor final, especialmente nas regiões Sudeste e Nordeste, para onde parte das cargas era destinada.

Matheus Moreira Pirolo, gerente de Apoio aos Municípios da Vigilância Sanitária da SES, destacou a importância da fiscalização: “Estamos falando de quase dez mil itens retirados de circulação em poucos dias. Esse resultado demonstra a efetividade da fiscalização permanente e da atuação integrada entre os órgãos parceiros, protegendo a saúde da população”.
As informações coletadas durante a operação serão encaminhadas às autoridades policiais para continuidade das investigações sobre as rotas de envio e comercialização ilegal desses produtos.



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