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Campo Grande,28/03/2026

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PF prende suspeito de lavar dinheiro para o Master e servir de elo entre o banco e o PCC


PF prende suspeito de lavar dinheiro para o Master e servir de elo entre o banco e o PCC Fachada do Banco Master.

A Polícia Federal deflagrou nesta semana mais um desdobramento da Operação Vício Oculto, prendendo um homem apontado como peça central no esquema de lavagem de dinheiro que conectava o Banco Master à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). O suspeito, cuja identidade não foi revelada integralmente pelas autoridades, é descrito nos autos como o "elo financeiro" entre a instituição bancária e a organização criminosa, responsável por viabilizar a circulação de recursos ilícitos por meio de um complexo esquema de empresas fantasmas e contas de laranjas.

De acordo com as investigações, o preso atuava como operador financeiro do esquema, gerenciando a movimentação de valores que chegavam a dezenas de milhões de reais. A suspeita é de que o Banco Master, que já vinha sendo alvo de apurações por supostas irregularidades em sua gestão, teria servido como veículo para a injeção de dinheiro proveniente de atividades criminosas, incluindo o tráfico de drogas e armas, na economia formal. O preso seria justamente a figura que garantia a fluidez dessas transações, utilizando contas em nome de terceiros e empresas de fachada para ocultar a origem espúria dos recursos.

A prisão foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e representa um avanço significativo na investigação que mira não apenas as ligações do Banco Master com o crime organizado, mas também possíveis conivências e omissões dentro do próprio sistema financeiro. Os investigadores apontam que o esquema de lavagem de dinheiro era sofisticado e contava com uma estrutura que permitia que os recursos do PCC fossem "limpos" e reintroduzidos no mercado por meio de operações bancárias aparentemente legais.

A defesa do Banco Master, em nota, reiterou que a instituição colabora com as investigações e repudia qualquer tipo de ilícito, afirmando que as ações dos envolvidos não refletem as práticas adotadas pela instituição. No entanto, para os investigadores, as provas reunidas até o momento indicam que a relação entre o banco e o operador financeiro ia além da mera prestação de serviços, configurando um canal permanente para a circulação de recursos do crime organizado.

A prisão do suposto elo entre o Master e o PCC expõe as fragilidades dos mecanismos de combate à lavagem de dinheiro no país e levanta novos questionamentos sobre a fiscalização do setor bancário. Enquanto as investigações prosseguem em sigilo, a expectativa é de que novos desdobramentos venham à tona, incluindo a possibilidade de novos alvos serem alcançados e de que se aprofunde o rastreamento dos recursos que alimentaram a estrutura do crime por meio do sistema financeiro nacional.




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