Trump ameaça deixar a OTAN: a aliança covarde que abandona os EUA quando o custo é real
Presidente norte-americano Donaldo Trump tem declarado sua grande insatisfação com a OTAN. A declaração de Donald Trump de que está considerando seriamente retirar os Estados Unidos da OTAN, sob a justificativa de que a aliança “falhou” ao não se juntar à guerra que ele próprio lançou contra o Irã em 28 de fevereiro, expõe, sobretudo, a paralisia crônica e a covardia estratégica da Organização do Tratado do Atlântico Norte.
Enquanto Trump escalava um conflito de alto risco no Oriente Médio, com ataques aéreos, riscos de fechamento do Estreito de Ormuz e consequências globais para o preço do petróleo, os aliados europeus optaram pelo comodismo previsível: declararam que “não era sua guerra”, negaram overflight para operações americanas e se recusaram a contribuir com forças navais ou terrestres, revelando uma aliança que funciona apenas quando os custos recaem quase exclusivamente sobre o pagador de impostos e o soldado americano.
Essa recusa não foi um ato de prudência, mas a confirmação de décadas de parasitismo: países que gastam pouco em defesa, dependem da proteção nuclear e convencional dos EUA para dormir tranquilos diante da Rússia ou de outras ameaças, e depois se recusam a apoiar Washington quando seus próprios interesses energéticos estão em jogo.
A OTAN se mostra, mais uma vez, uma organização obsoleta, burocrática e seletiva, pronta para invocar o Artigo 5 quando convém à Europa, mas invisível quando os EUA decidem agir contra um regime que ameaça a estabilidade global.
A ameaça de Trump, ainda que motivada por frustração legítima, serve como espelho incômodo: uma aliança que não é recíproca não merece ser sustentada indefinidamente pelo país que mais paga a conta.
O episódio reforça que a OTAN, em sua forma atual, é menos um pilar de segurança coletiva e mais um clube de free-riders que transforma a “defesa mútua” em defesa unilateral americana.



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