Seja bem-vindo
Campo Grande,25/02/2026

  • A +
  • A -

"Eleitor bolsonarista não pode ser burro", diz Reinaldo Azambuja sobre alianças para 2026


Ex-governador Reinaldo Azambuja.

O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) fez uma defesa enfática da necessidade de união da direita com o centro político para vencer as eleições. Em entrevista ao Jornal Midiamax, o pré-candidato ao Senado afirmou que o eleitor mais radical, identificado como "bolsonarista raiz", precisa compreender a importância de agregar outros segmentos para garantir a vitória contra a esquerda.

"Ele acha que, por ser raiz, sozinho ele vence a esquerda? Ele precisa agregar o eleitor do centro que ainda não está decidido. Esse eleitor não pode ser burro, né? Para ganhar a eleição, precisa somar forças. Se não somar força, pode perder de novo", declarou Azambuja.

As declarações ocorrem em meio a um racha interno no diretório estadual do PL, onde integrantes da chamada "direita raiz" resistem à chegada de Azambuja, que migrou do PSDB após 30 anos na legenda tucana. No início de fevereiro, o presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, esteve em Campo Grande para uma reunião com o ex-governador, numa tentativa de pacificar a disputa interna e viabilizar sua candidatura ao Senado.

Divergências internas

Azambuja admitiu as dificuldades de articulação dentro da própria legenda, citando nominalmente políticos que demonstram insatisfação com os rumos definidos pela cúpula. "Infelizmente, tem cabeças no próprio partido que não pensam assim, acham que sozinhos ganham as eleições. Em vez de juntar os parceiros, espantam os companheiros. Mas isso faz parte de uma política de pensamento individualista", criticou.

Entre os nomes que integram a ala mais radical estão a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, o deputado estadual João Henrique Catan e o deputado federal Marcos Pollon. O ex-governador destacou que o objetivo principal é garantir um palanque forte para Flávio Bolsonaro no estado.

Lições de 2022

Ao lembrar da eleição de 2022, quando o atual governador Eduardo Riedel (PP) venceu o então candidato Capitão Contar – na época no PRTB e hoje no PL –, Azambuja reforçou a tese de que a união do centro com a direita é o caminho para derrotar o "inimigo comum", que seria o presidente Lula (PT) e a esquerda.

"Política não se faz sozinho. Política se faz em grupo. Eu acho que mesmo contra esse pessoal mais radical nas eleições passadas, nós ganhamos eleições, porque tinha um grupo que pensava como a gente pensava", afirmou.

Pesquisas definirão candidatura ao Senado

Sobre as definições eleitorais, o dirigente estadual do PL afirmou que as candidaturas ao Senado serão decididas a partir de abril, com base em pesquisas quantitativas e qualitativas encomendadas pela legenda. Apesar de fontes internas apontarem que seu nome não é consenso e que outro representante da direita pode despontar, Azambuja disse que respeitará "as regras do jogo", mas minimizou o peso dos levantamentos.

"Não dá para impor vontade. Se você tem um combinado de que vamos tentar ver quem são os nomes com melhores condições, não quer dizer que a pesquisa quantitativa é decisiva. Eu já comecei três eleições em situações desfavoráveis e ganhei", finalizou.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.