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Campo Grande,01/05/2026

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Enquanto crise se aprofunda, presidente da CPI minimiza saída de diretor do Consórcio Guaicurus e diz que é “assunto interno”

O vereador Lívio Leite (União Brasil), presidente da CPI que investigou o Consórcio Guaicurus, tratou com naturalidade o pedido de demissão de Themis de Oliveira, que deixou a presidência da empresa em meio ao avanço de processos que podem resultar na intervenção do contrato. O executivo alegou que deseja se dedicar a projetos pessoais.

Procurado nesta sexta-feira (1º) para comentar a movimentação no alto comando da concessionária, Lívio limitou-se a afirmar que "isso é assunto interno da empresa".

A CPI, instaurada há cerca de um ano, expôs problemas que os usuários do transporte coletivo já enfrentavam no dia a dia da Capital. No entanto, a investigação não apresentou resultados efetivos, e o parlamentar foi criticado pela condução imprecisa e onerosa dos trabalhos.

A insatisfação da população ficou evidente nas redes sociais. "Vai acabar em blá blá blá, cortes de lacração e, talvez, uma pizza. Para o povo vai continuar a mesma bagaceira todo dia", afirmou um leitor do Jornal Midiamax. "Só pra mostrar que tentaram fazer alguma coisa pela população", avaliou outra internauta.

Opiniões como essas se multiplicaram pelas ruas de Campo Grande, revelando que os usuários dos ônibus esperam mais do que a simples apuração de problemas cotidianos.

Para se blindar das críticas, Lívio tem recorrido à responsabilização da Prefeitura. "A prefeitura tem que fazer algo pelo transporte coletivo da cidade. Espero que faça rápido", completou à reportagem.

Durante o período em que a CPI estava em andamento, Themis de Oliveira foi flagrado por uma equipe do Jornal Midiamax saindo da sala da presidência da Câmara de Vereadores. Questionado, o presidente do Legislativo na época, vereador Papy (PSDB), sugeriu que o executivo teria ido ao local para encontrar Lívio.

"Acho que ele deu azar de encontrar alguém do Midiamax na porta. Eu não estava lá, ele não me ligou, não combinou comigo. Eu suponho que ele tenha tentado falar com o Lívio lá", declarou Papy.

Ao comentar o flagrante, Lívio classificou como natural o contato "institucional" do então diretor-presidente do Consórcio com o Legislativo em meio às investigações contra a empresa.

Após determinação da Justiça, a prefeitura instituiu, em março, um Grupo de Trabalho para avaliar a viabilidade de uma intervenção administrativa no contrato. A medida foi a principal proposta do relatório final da CPI e poderia resultar, inclusive, na rescisão do acordo, cuja vigência vai até outubro de 2032.

O Ministério Público também acompanha o caso e já se posicionou favoravelmente à intervenção, citando a precariedade do atendimento à população.

A prefeita Adriane Lopes já havia sinalizado anteriormente que o contrato caminha para uma possível intervenção. No momento, a comissão avaliadora aguarda a conclusão dos prazos para que o Consórcio Guaicurus apresente sua defesa técnica antes de uma decisão final.

Enquanto o processo tramita, a operação segue sob o comando interino de João Rezende. Ele presidiu o consórcio por mais de uma década e foi personagem de destaque na CPI, tendo chorado enquanto era questionado pelos parlamentares da comissão investigadora.




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