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Campo Grande,01/05/2026

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Após 16 meses, presidente do Consórcio Guaicurus pede demissão; João Rezende assume interinamente em meio à pressão por intervenção

Themis de Oliveira deixa cargo para se dedicar a “projetos pessoais” enquanto Grupo de Trabalho da Prefeitura avalia descumprimento de contrato que pode levar à quebra do acordo vigente até 2032.


Após 16 meses, presidente do Consórcio Guaicurus pede demissão; João Rezende assume interinamente em meio à pressão por intervenção Ex-diretor-presidente do Consórcio Guaicurus, Themis de Oliveira.

O diretor-presidente do Consórcio Guaicurus, Themis de Oliveira, solicitou sua saída do cargo após 16 meses à frente da empresa. João Rezende, seu antecessor, reassume a posição de forma interina.

Em nota oficial, o Consórcio Guaicurus informou que a saída de Themis ocorreu a pedido, para que ele possa "se dedicar a projetos pessoais". A empresa também agradeceu pelo período em que ele conduziu a diretoria. "Expressamos nosso profundo agradecimento por toda a sua dedicação e empenho durante o período em que esteve à frente do Consórcio. João Rezende assume a posição de forma interina", diz o comunicado.

Themis tomou posse em 6 de janeiro de 2025, substituindo justamente João Rezende.

O Consórcio Guaicurus, que comanda o transporte coletivo da Capital há 13 anos, vem sofrendo forte pressão por uma intervenção. Em março deste ano, a Prefeitura de Campo Grande criou um Grupo de Trabalho com o prazo de 60 dias para avaliar se o Executivo Municipal irá intervir ou não na empresa — alvo de críticas diárias dos usuários.

A prefeita Adriane Lopes (PP) já se manifestou sobre o caso e afirmou que o contrato caminha para uma possível intervenção.

Diariamente, a população é prejudicada por problemas causados pelo Consórcio Guaicurus — casos amplamente registrados pelo Jornal Midiamax —, como atrasos, falhas mecânicas nos veículos (que chegam a colocar em risco a integridade dos passageiros) e até a extinção de linhas sem aviso prévio.

Ao final da apuração, a comissão responsável abrirá espaço para que o Consórcio Guaicurus se defenda do que foi levantado e, então, decidirá sobre a necessidade de intervenção.

O grupo é liderado pela procuradora-geral do município, Cecília Rizkallah, que adiantou ao Jornal Midiamax que os trabalhos estão focados no cumprimento do contrato de concessão. Ou seja, a equipe analisará se e como o Consórcio tem cumprido o que está previsto no termo.

"Vamos verificar basicamente o descumprimento do contrato: a frota, rota, horário, enfim, tudo que tem de previsão no contrato, se está sendo cumprido, se não está. A gente sabe que, conforme informações da mídia e da CPI, existem algumas situações que a gente vai fazer o levantamento", explicou à reportagem.




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