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Campo Grande,01/05/2026

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Chikungunya avança em Mato Grosso do Sul e secretário de Saúde aguarda mais vacinas


Chikungunya avança em Mato Grosso do Sul e secretário de Saúde aguarda mais vacinas Com 13 mortes e incidência 17 vezes maior que a média nacional, estado lidera epidemia no país.

O secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, Maurício Simões, afirmou na manhã desta segunda-feira (27) que aguarda informações do Ministério da Saúde sobre o envio de novas doses da vacina contra a chikungunya. Os municípios de Itaporã e Dourados já iniciaram a aplicação.

"as vacinas estão sendo fornecidas pelo Ministério da Saúde. Então, depende do ministério nos oferecer [mais doses]. E, logicamente, do grau de atingimento do público a ser vacinado", declarou o secretário durante a inauguração de uma ala do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, em Campo Grande.

Simões também informou que a Secretaria Estadual de Saúde (SES) vem ampliando a capacitação dos servidores para atender os pacientes e avaliou que o pior da epidemia já pode ter passado. "Eu sempre penso em ser otimista. Acho que o pior já passou em termos de uma curva crescente. Mas ainda estamos no pico, os cuidados continuam", disse. 

Avanço acelerado dos casos

Em menos de quatro meses de 2026, Mato Grosso do Sul já registra 7,5 mil casos de chikungunya entre confirmados e suspeitos. O número representa 54,3% de todos os 14.148 casos prováveis acumulados ao longo de 2025. A epidemia já atinge 18 cidades do estado.

O avanço é ainda mais expressivo quando comparado ao histórico da doença. Entre 2015 e 2024, a soma de todos os casos registrados no estado foi de 7.143. Ou seja, somente em 2025 foram registrados quase o dobro do acumulado em uma década. A tendência de alta se repetiu em 2026.

As mortes por chikungunya também bateram recorde neste ano. Entre janeiro e abril de 2026, 13 pessoas perderam a vida para a doença em Mato Grosso do Sul — o que representa 70,6% do total de óbitos registrados em todo o ano passado, quando 17 sul-mato-grossenses morreram.

Os dados foram publicados na última quinta-feira (23) no Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde, com informações atualizadas até 18 de abril. Os números de anos anteriores constam nos boletins epidemiológicos da SES-MS.




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