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Campo Grande,01/05/2026

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BRB vende ‘herança podre’ do Banco Master e escândalo se aprofunda


BRB vende ‘herança podre’ do Banco Master e escândalo se aprofunda Servidores, frigorífico e uma dívida quitada viram peças de novo capítulo.

O capítulo mais recente do escândalo envolvendo o Banco Master foi a venda, pelo BRB (Banco de Brasília), de ativos herdados da instituição de Daniel Vorcaro para a Quadra Capital. Entre esses créditos estão a carteira do Credcesta — ligada a servidores municipais de Campo Grande — e uma Cédula de Crédito Bancário (CCB) do grupo RKO, dono de um frigorífico e de uma fábrica de sabão na capital sul-mato-grossense.

Originalmente administradas pelo Banco Master, as duas operações foram adquiridas pelo BRB. A venda desses ativos faz parte de uma estratégia de reforço de caixa que a instituição financeira de Brasília precisou adotar após os prejuízos causados pelo banco de Vorcaro.

O Credcesta já havia sido alvo de uma ação na Justiça movida pela Feserp/MS (Federação Sindical dos Servidores Públicos Estaduais e Municipais de Mato Grosso do Sul), que pedia a suspensão imediata dos descontos automáticos em servidores municipais de Campo Grande. A contratação dos empréstimos era feita diretamente entre o servidor e o Credcesta. No entanto, o Jornal Midiamax divulgou a denúncia de um motorista aposentado que afirmou não ter solicitado o empréstimo, mas mesmo assim o Master continuava descontando valores mensalmente de seu salário.

Em relação ao grupo RKO, foi revelado detalhes do negócio. O dono da empresa, Rodrigo Kalinovski, alega ser vítima e acusa o BRB, o empresário acusa o BRB de cobrar R$ 600 milhões de uma CCB referente a um empréstimo tomado pela empresa junto ao Banco Master.

O empréstimo foi concedido por intermédio da Reag, parceira de Kalinovski em diversos negócios. A operação é considerada suspeita pela Polícia Federal, e o empresário já contratou advogados e enviou documentos à investigação. Tanto o Master quanto a Reag foram liquidados pelo Banco Central após a revelação de um esquema de fraude financeira comandado por Daniel Vorcaro.

Documentos apresentados pela RKO à reportagem mostram uma notificação de quitação da dívida assinada por Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, um dos sócios do Master, que foi preso pela Polícia Federal junto com Vorcaro. Ao Jornal Midiamax, Kalinovski explicou que buscava expandir seus negócios. A RKO tem sede em Barueri (Grande São Paulo), mas mantém um frigorífico em Coxim, outro em Campo Grande e uma fábrica de sabão na capital sul-mato-grossense.

Para adquirir novas plantas frigoríficas, o empresário tomou o empréstimo. A operação foi estruturada com garantia fiduciária lastreada em cotas do fundo de investimento Titânia, administrado pela Reag. No entanto, Kalinovski alegou ter enfrentado dificuldades para conseguir a aprovação do conselho do fundo para comprar as plantas. “Sempre apontavam algum problema e não aprovavam a compra”, disse.

Assim, no dia 30 de junho de 2025 — um ano e seis meses depois da contratação —, a RKO enviou ao Banco Master um documento manifestando a vontade de quitar antecipadamente o débito por meio da transferência das cotas necessárias para uma operação de dação em pagamento.




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