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Campo Grande,25/02/2026

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Justiça dá prazo final para alegações em ação contra Cezário e mais 11 por desvio de R$ 10 milhões


Justiça dá prazo final para alegações em ação contra Cezário e mais 11 por desvio de R$ 10 milhões Ex-presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul, Francisco Cezário de Oliveira.

O juiz Márcio Alexandre Wust, da 6ª Vara Criminal de Campo Grande, determinou a abertura de prazo de cinco dias para que acusação e defesa apresentem as alegações finais na ação penal que investiga o ex-presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS), Francisco Cezário de Oliveira, e outras 11 pessoas – incluindo quatro sobrinhos dele – por desvio de R$ 10 milhões. O processo corre em segredo de Justiça, e a decisão foi publicada no Diário de Justiça Eletrônico desta terça-feira (24).

O grupo responde pelos crimes de peculato, organização criminosa e furto qualificado. A determinação do magistrado representa o encaminhamento para a reta final do caso, que deve culminar na sentença. As audiências de instrução e julgamento ocorreram entre fevereiro e maio de 2025, quando o juiz já havia rejeitado pedidos da defesa para declarar nulidade das interceptações telefônicas e das medidas cautelares.

Com a apresentação das alegações finais, o processo se aproxima do desfecho quase dois anos após a deflagração da Operação Cartão Vermelho, em 21 de maio de 2024, que afastou Cezário da presidência da FFMS – cargo que ocupava há 28 anos. O ex-dirigente chegou a ficar preso por 34 dias, usou tornozeleira eletrônica e foi detido novamente ao longo das investigações.

A denúncia do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), com 253 páginas, aponta que os recursos desviados da federação eram repassados pelo Governo do Estado, por meio da Fundesporte, e pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Durante busca e apreensão, foram encontrados R$ 800 mil na casa de Cezário, que alegou se tratar de economia pessoal acumulada ao longo de sete décadas.

Além de Cezário, foram denunciados os sobrinhos Aparecido Alves Pereira, Francisco Carlos Pereira, Marcelo Mitsuo Ezoe Pereira, Umberto Alves Pereira e Valdir Alves Pereira, além de Rudson Bogarim Barbosa, Jamiro Rodrigues de Oliveira, Marcos Antônio Tavares, seu filho Marcos Paulo Abdalla Tavares, Luiz Carlos de Oliveira e Marco Antônio de Araújo.

O Ministério Público Estadual requer que seja fixado na sentença um valor mínimo de R$ 20 milhões para reparação dos danos, sendo R$ 10 milhões pelos prejuízos materiais sofridos pelo Estado e pela FFMS, além de R$ 10 milhões a título de danos morais coletivos.




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