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Campo Grande,24/02/2026

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Mpox: MS investiga dois casos suspeitos e descarta um; estado monitora avanço da doença


Mpox: MS investiga dois casos suspeitos e descarta um; estado monitora avanço da doença (Foto: Divulgação)

Mato Grosso do Sul registrou, até o momento, três notificações suspeitas de mpox em 2026, todas na capital, Campo Grande. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), um dos casos já foi descartado após análise laboratorial, enquanto os outros dois permanecem em investigação.

O alerta para a doença voltou ao centro das atenções no Brasil na última terça-feira (17), com a confirmação do primeiro caso do ano em Porto Alegre. Dados do painel epidemiológico do Ministério da Saúde apontam crescimento expressivo nos últimos dias: o país já contabiliza 62 casos confirmados, com maior incidência em São Paulo (44) e no Rio de Janeiro (9). Nenhum óbito foi registrado até o momento.

Diante desse cenário nacional, a SES afirma que é esperado um aumento no número de notificações de casos suspeitos também em Mato Grosso do Sul, especialmente com a intensificação da vigilância pelos profissionais de saúde.

“A Secretaria permanece monitorando a situação de forma contínua, adotando todas as medidas preconizadas pelos protocolos vigentes e garantindo o acompanhamento oportuno dos casos notificados”, informou a pasta.

O que é a mpox?

A mpox é uma doença zoonótica viral causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus e família Poxviridae. A transmissão para humanos ocorre por meio do contato direto com animais infectados ou pessoas contaminadas.

O diagnóstico é feito por meio de exame laboratorial, com coleta preferencial de secreção das lesões para teste molecular ou sequenciamento genético. Quando as lesões já estão secas, as crostas são encaminhadas para análise nos laboratórios de referência no Brasil.

Casos no estado

Desde o início da série histórica, Mato Grosso do Sul já registrou 760 notificações da doença. Somente em 2025, foram 67 casos suspeitos, dos quais 11 foram confirmados pela SES.

Os dados do Painel Mais (Monitor de Apoio às Informações em Saúde) indicam que a faixa etária mais afetada foi a de 30 a 39 anos, responsável por 54% das confirmações. Em seguida, aparecem as faixas de 40 a 49 anos (quatro casos) e de 20 a 29 anos (um caso).




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