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Campo Grande,05/05/2026

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Justiça aceita denúncia do MP e torna réus 9 pessoas por fraudes em licitações em Terenos

Empresário da comunicação Eli Souza é apontado como líder do grupo e pode pegar mais de 40 anos de prisão se condenado


Justiça aceita denúncia do MP e torna réus 9 pessoas por fraudes em licitações em Terenos Eli Sousa foi preso por agentes do Gaeco e levado para a Depac-Cepol.

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu um grupo de 9 pessoas acusadas de envolvimento em fraudes em licitações no município de Terenos, localizado a 30 km de Campo Grande.

Conforme decisão do juiz Valter Tadeu Carvalho, o grupo seria liderado pelo empresário da comunicação Francisco Elivaldo de Souza, conhecido como Eli Souza, do grupo Impacto Mais. Ele foi denunciado por integrar e liderar a organização criminosa e pelo crime de fraude em licitação por quatro vezes. Caso seja condenado, as penas somadas podem ultrapassar 40 anos.

Também se tornaram réus:

  • Geraldo Alves Pereira, empresário;
  • Vanessa Guimarães Pereira, filha de Geraldo, que administrava parte dos negócios do pai;
  • Cleuza Maria Seixas Guimarães, esposa de Geraldo e empresária;
  • Eudmar Rogers Nolasco de Faria, diretor comercial do grupo Impacto;
  • Antônio Henrique Ocampos Ribeiro, empresário;
  • Leandro de Souza Ramos, empresário;
  • Francisco das Chagas Veras do Nascimento, empresário;
  • Neide Rodrigues Ferreira, empresária.

Observação: o texto original repetiu o nome de Geraldo Alves Pereira duas vezes. Mantive a lista conforme apresentada, mas provavelmente trata-se de um erro de digitação. Além disso, em relação ao denunciado Antônio Henrique Ocampos, o processo foi arquivado a pedido do Ministério Público após a conclusão das investigações. Assim, ele deixa de ser alvo da ação.

Ao aceitar a denúncia oferecida pelo MP, o juiz entendeu haver indícios suficientes dos crimes apontados. Atualmente, apenas Eli Souza e Francisco das Chagas estão presos. Eli teve um pedido recente de liberdade negado na semana passada.

Defesas dos réus

Apontado como líder da organização criminosa, Eli Souza se manifestou no processo tentando descaracterizar as acusações. Ele alegou que a denúncia não descreve como essa suposta organização funcionaria em termos de hierarquia, lucro auferido e divisão de tarefas. Sustentou ainda que o Ministério Público não teria conseguido provar os vínculos entre os denunciados e que há ausência de provas robustas. Ele pediu que a denúncia fosse considerada inepta, além da realização de perícia grafotécnica em documentos apontados como fraudados.

A empresária Neide Ferreira negou as acusações e disse que as provas apresentadas não são suficientes para uma condenação.

Nos autos, consta que a defesa de Vanessa Guimarães aponta não haver fato concreto contra a ré, alegando que a única prova apresentada seria uma declaração do pai, Geraldo, dizendo que ela administra a parte financeira da empresa — o que seria uma declaração genérica e aberta.

A defesa de Eudmar Rogers alegou no processo que a denúncia do MP se vale de acusações genéricas, sem apontar com clareza a conduta de cada réu. Além disso, ele afirma que as acusações se baseiam, em grande parte, em conversas extraídas de dispositivos eletrônicos, e que isso não seria suficiente para comprovar sua participação nos crimes.

Os demais réus ainda não se manifestaram nos autos.




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