Cassação de Landmark Rios está descartada, afirmam lideranças do PT
Vereador Landmark Rios (PT). A Executiva municipal do PT em Campo Grande se reúne nesta sexta-feira (20) para analisar uma representação ético-disciplinar contra o vereador Landmark Rios. Apesar do procedimento interno, lideranças do partido garantem que a cassação do mandato do parlamentar não está em pauta.
A representação foi protocolada por Ildo Michels, assessor do deputado federal Vander Loubet (PT-MS), também presidente do diretório estadual da legenda. O motivo seria a ausência de Landmark na votação do dia 10 de fevereiro, quando a Câmara Municipal decidia sobre a derrubada do veto que mantém a taxa do lixo e o impacto no valor do IPTU.
Circulavam informações de que o partido estaria articulando a cassação do vereador, versão desmentida ao Midiamax por integrantes da legenda.
O petista Agamenon Prado esclareceu que o presidente do diretório municipal, deputado estadual Pedro Kemp, conduzirá a reunião da executiva para avaliar a representação. “A cassação do mandato do vereador Landmark está fora de cogitação. Qualquer filiado pode acionar o partido se algo o desagradar. O Ildo exerceu esse direito”, afirmou.
Vander Loubet também reforçou que não há qualquer movimento para cassar o mandato de Landmark e destacou que a iniciativa partiu do assessor, sem seu envolvimento. “Apresentar queixa à Comissão de Ética é direito de todo filiado, previsto nas regras partidárias. Não interfiro nesse tipo de atitude, ainda que parta de um assessor próximo”, disse.
A votação do último dia 10 encerrou sem os 15 votos necessários para derrubar o veto da prefeitura. Parlamentares que antes apoiavam a medida recuaram, e dois vereadores — Landmark e Silvio Pitu (PSDB) — não compareceram. Para Ildo, a ausência de Landmark foi decisiva para a manutenção do veto. “A falta do representado trouxe o gosto amargo de que seus interesses políticos junto ao Executivo são mais fortes que a defesa da população”, argumenta.
Landmark se manifestou por meio de nota. Disse que a representação tenta desgastar sua imagem e que sempre votou alinhado às orientações do partido. “Estão pegando um fato isolado para tentar arranhar minha história e descredibilizar um mandato coerente e combativo. Divergência faz parte da democracia. Ataque pessoal, não”, declarou.
O vereador também destacou sua atuação em 2025 como um dos parlamentares mais ativos da Câmara, com expressivo número de emendas ao orçamento, além de pautas históricas do PT, como agricultura familiar, reforma agrária e direitos de comunidades vulneráveis. “Não é coincidência que tentem desgastar justamente quem tem trabalho, presença nas bases e reconhecimento popular”, completou.
Entenda o caso da taxa do lixo
Em janeiro, a Câmara chegou a aprovar um projeto que barrava o aumento da taxa do lixo, com 22 votos favoráveis. A prefeitura vetou a proposta no dia seguinte. Quase um mês depois, ao analisar o veto, parte dos vereadores mudou de posição.
Carlão (PSB), Leinha (Avante) e Dr. Jamal (MDB), por exemplo, votaram a favor do projeto em janeiro, mas em fevereiro apoiaram a manutenção do veto — ou seja, votaram a favor do aumento. A ausência de Landmark e a mudança de posição de outros parlamentares resultaram na manutenção do veto.



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